
“Existo, logo penso” – talvez seja essa umas das frases que melhor expressem o Existencialismo. Para entender o que seja esta escola filosófica devemos nos atentar aos seus fundadores e discípulos.
Sartre não gostava de falar de Existencialismo, ele dizia que “(..) o caráter próprio de uma pesquisa é ser indefinida. Dar-lhe um nome ou defini-la é fechar o círculo: que resta? Um modo finito e já ultrapassado da cultura, algo como uma marca de sabão, ou por outras palavras, uma idéia.” Demonstrando assim uma nitida preferência pelas idéias em movimento do que pela estática das obras ilustres. Porém, este ilustre francês é de fato o maior nome entre os existencialistas, e para muitos, o maior nome da filosofia francesa.
Basicamente, Sartre definiu a existência como precedente à essência, e dessa forma, demonstrou o caráter materialista de sua obra. Em seu pensamento, não haveria espaço para a filosofia que não fosse de certa forma “pela qual a classe ascendente toma consciência de si.” Logo, é difícl separar o pensamento de Sartre de Marx, união tão nítida em muita sobras do autor francês e em muitos dos seus atos em vida.
Não haveria pensamento sem a matéria, e de certa maneria, não haveria compreensão da sua existência se ainda houvesse transcendentalidade divina no filosofar. Para Camus, contemporâneo e amigo de Sartre, a vida só é compreendida quanto ao seu sentido, quando a percebemos como desprovida de sentido. Para muitos então, essa seria uma filosofia do desespero, mas como vem resaltar Robert Salomon, um dos principais nomes do existencialismo contemporâneo, essa é uma designação falsa, resaltando Salomon, que o próprio Sartre deixara claro que nunca tivera passado um dia sequer de desespero em sua vida. Entender então como se constitui o pensamento existencialista, passa necessariamente por um processo dialético entre a existência material e a compreensão metafísica que vai alem do palpável.
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